Após 60 dias no cargo, Harro Burmann aposta em automação na fundição e diz que a empresa já buscou trabalhadores até no Pará.

Após 60 dias à frente da Tupy, o CEO Harro Burmann afirmou que a falta de mão de obra em Joinville é um dos principais desafios da operação da empresa. A declaração foi feita no podcast Tupy3 Comenta, depois de o executivo visitar unidades da multinacional no Brasil, na Europa e na América do Norte e conversar com trabalhadores, acionistas, clientes e parceiros.
Segundo Burmann, a operação de Joinville impressiona pelo tamanho e pela estrutura, mas enfrenta dificuldades para preencher vagas na fundição. A empresa já chegou a buscar trabalhadores em outros estados, incluindo o Pará.
Automação como resposta
Para enfrentar o problema, a Tupy trabalha para substituir etapas manuais por máquinas. Um dos projetos desenvolvidos em Joinville é uma esmerilhadora automática para a etapa de acabamento.
Isso tira uma condição insegura, melhora a qualidade e melhora muito a produtividade.
Harro Burmann, CEO da Tupy
O executivo lembrou que algumas funções da fundição são mais difíceis de preencher pelas próprias condições do trabalho, como a movimentação e o tombamento de motores nas linhas de produção. No giro pelas unidades, ele conheceu operações mais automatizadas e disse que esse modelo faz parte da visão de futuro da companhia.
Resultados
No segundo trimestre de 2026, a Tupy registrou receita líquida de R$ 2,5 bilhões, queda de 6% em relação ao mesmo período de 2025, e prejuízo líquido de R$ 11 milhões. Na comparação com o primeiro trimestre, porém, a receita cresceu 7%, puxada pela recuperação das vendas no mercado externo e por novos projetos.


